sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Substrato Abstrato
O ar, chão de toda fala,
adensa na sala
com a sordidez da palavra
decantada em traços brutos,
num sinal que não diz nada
uma ideia do absurdo
que se lapido nosso mito
visto nudo pelada
dispo a pele e a cara
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
de muito a pouco
A explosão de mil galáxias
Não clareiam a madrugada
E uma centelha de vida
Quer fazer a alvorada
Desde o antigo mastodonte
Adormece esquecida
de costas, para, chama
sonha o amor que pedia
torpe a maldita saga
da multidão emputecida
ninguém se basta
A labareda no porão é pequena
ilumina um dilema
e não se vai pelo horizonte
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
silenciador sonífero
Um silêncio decanta na madrugada vazia
O tato sente de mansinho
Qualquer segredo cala no travesseiro
Dorme por séculos que o atropelam
Na sombra insistente de um pensamento tonto
Entretanto solto
Sobra o medo de morrer calado
Entre as paredes tensas do corredor
O grito seco que dispersou o mistério
ecoou no sonho, amanhã esquecido
Um momento
E outro silêncio encobriu outra madrugada infinita
terça-feira, 27 de novembro de 2012
ESCALIBUR
Qual espada teria
fio
peso
tamanho
ideais para a batalha
que travamos no deserto
frio
denso
imenso
de dentro de nós mesmos?
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
provocar
pinceladas na caverna
depois a escrita
as presas que intimidaram
antes do sorriso
os valores
logo a vergonha
a direção
e os ventos agora são a favor ou contra
o que precederá
os acasos do futuro?
depois a escrita
as presas que intimidaram
antes do sorriso
os valores
logo a vergonha
a direção
e os ventos agora são a favor ou contra
o que precederá
os acasos do futuro?
no lugar de descobrir
o lugar das descobertas
sempre aqui
surge e a madrugada aperta
sempre foi aqui
mas não bastou a mente aberta
restou um canto da paisagem que despercebi
no contorno que se desconcerta
sem certeza de que vi
que nenhuma resposta resta
somente o impulso que no branco verti
condenada toda espera
pulsa, divertido ainda, querendo rir
e apesar do substrato insólito de uma ideia
em que lança impulsivo sua raiz
sustenta daquele lugar uma pequena quirela
que não há no lugar de descobrir
nenhum sentido qualquer meta
que tudo isso numa linha reta encontra seu fim.
sempre aqui
surge e a madrugada aperta
sempre foi aqui
mas não bastou a mente aberta
restou um canto da paisagem que despercebi
no contorno que se desconcerta
sem certeza de que vi
que nenhuma resposta resta
somente o impulso que no branco verti
condenada toda espera
pulsa, divertido ainda, querendo rir
e apesar do substrato insólito de uma ideia
em que lança impulsivo sua raiz
sustenta daquele lugar uma pequena quirela
que não há no lugar de descobrir
nenhum sentido qualquer meta
que tudo isso numa linha reta encontra seu fim.
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