domingo, 5 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
sábado, 3 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Um minuto de silêncio em português
Bons pensamentos demandam muito silêncio.
O luto por Saramago persiste em mim por desmomentos em que tudo silencia e num soluço dolorido como que atravessado num segundo de tristeza resmunga que sua produção intelectual ainda estava ativa e rendendo pérolas inestimáveis A obra é finda diria meu velho professor que apresentou-me o escritor português há muito dizendo Essas linhas vêm direto do pensamento e eu Só dá pra respirar a cada três páginas e ao me lembrar deste diálogo consolo-me do peso da morte de um escritor que tanto admiro com o adocicado sentimento de que o velho português já havia feito muito pela vida dele e pela minha e pela de tantos garimpeiros de suas jóias literárias.
O exagero é devidamente condenado, e a ausência repudiada. Mas como encontrar o meio sem conhecer os extremos?
O luto por Saramago persiste em mim por desmomentos em que tudo silencia e num soluço dolorido como que atravessado num segundo de tristeza resmunga que sua produção intelectual ainda estava ativa e rendendo pérolas inestimáveis A obra é finda diria meu velho professor que apresentou-me o escritor português há muito dizendo Essas linhas vêm direto do pensamento e eu Só dá pra respirar a cada três páginas e ao me lembrar deste diálogo consolo-me do peso da morte de um escritor que tanto admiro com o adocicado sentimento de que o velho português já havia feito muito pela vida dele e pela minha e pela de tantos garimpeiros de suas jóias literárias.
O exagero é devidamente condenado, e a ausência repudiada. Mas como encontrar o meio sem conhecer os extremos?
terça-feira, 22 de junho de 2010
ECOLOGISMO
A ecologia é uma nova religião. É a velha idéia de retorno da humanidade à natureza. E como toda religião, usa os argumentos mais alarmistas para arrebanhar fiéis, assusta com perspectivas catastróficas. A diferença é seu pseudo-cientificismo: é que hoje, nada que não seja ao menos aparentemente científico encontra adeptos.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
investidas curtas
Da dificuldade surge a destreza.
Com palavras também agimos. Ou deixamos de agir.
As palavras mais perigosas sempre estiveram nas bocas mais ingênuas.
Muita profundeza exige muito silêncio.
Os decapitados ainda reivindicam o trono.
Quanta razão é necessária para que a ignorância sucumba? E quanta ignorância determinaria o fim da razão? É muito mais provável que a ignorância prevaleça, pensar não é necessário à vida. A razão não é a regra, a razão é tão excepcional que mal podemos apontá-la na única espécie conhecida que reivindica possuí-la.
Travestir impulsos químicos em palavras não é racionalizar, é iludir-se: qualquer sentimento é justificável.
Com palavras também agimos. Ou deixamos de agir.
As palavras mais perigosas sempre estiveram nas bocas mais ingênuas.
Muita profundeza exige muito silêncio.
Os decapitados ainda reivindicam o trono.
Quanta razão é necessária para que a ignorância sucumba? E quanta ignorância determinaria o fim da razão? É muito mais provável que a ignorância prevaleça, pensar não é necessário à vida. A razão não é a regra, a razão é tão excepcional que mal podemos apontá-la na única espécie conhecida que reivindica possuí-la.
Travestir impulsos químicos em palavras não é racionalizar, é iludir-se: qualquer sentimento é justificável.
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