sexta-feira, 14 de maio de 2010

A hipertrofia de um órgão pode ser patológica, mesmo porque, na maioria dos casos, advém de um vício. Mas ainda assim, mesmo resultantes do vício, a hipertrofia tem seu valor. Isto é, mesmo que custe um empenho doentio, que cobre de seu possuidor uma devoção maléfica, o resultado de tanto foco é um órgão notoriamente privilegiado e desejado, portanto.

A hipotrofia das partes não exercitadas é que não tem qualquer valor, ainda que resulte de uma virtude. Um cérebro forte geralmente é carregado por um corpo debilitado, com músculos que lhe parecem fracos demais, indesejável e repudiado por todos.

É o resultado do tempo, do foco e da proporcionalidade.

Um comentário:

brunoziggiatti disse...

Isso foi algo profundo Diegao. Lembrei do Stephen Hopkins, mas no caso dele ele nao teve muita escolha... nem que se tivesse optado pela hipertrofia das outras partes, seria bem difícil. Abraco, e parabéns pelo Blog, vai vim muita coisa boa por aí...